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O que é ser adulto?
Legalmente, no Brasil e na maioria dos países, uma pessoa torna-se adulta aos 18 anos. Em algumas culturas africanas a pessoa torna-se adulta aos 13 anos, no Japão aos 15 anos e nos EUA aos 16.
Um adulto é uma pessoa revestida do direito de decidir casar, assumir contratos, vendas em seu nome, consumir álcool, tornar-se militar, ter relações sexuais (sem a possibilidade de o parceiro ser processado por abuso de menor). Os desafios da vida adulta são atingir independência financeira, estabilidade emocional e profissional, aliar trabalho, lazer e compromissos familiares. Apesar de terem o sentido de abstração desenvolvido, pesquisas apontam para o fato de que adultos lembram-se muito mais do que fizeram do que daquilo que apenas ouviram.
Sendo que adultos não gostam de se sentir embaraçados, em grupo se manterão reservados até se sentirem seguros. O professor deverá motivá-los com perguntas instigantes e incentivar e destacar de forma positiva a participação de cada um. Achei muito válida a citação que segue:
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“Lindeman identificou, pelo menos, cinco pressupostos-chave para a educação de adultos e que mais tarde transformaram-se em suporte de pesquisas. Hoje eles fazem parte dos fundamentos da moderna teoria de aprendizagem de adulto:
1. Adultos são motivados a aprender à medida em que experimentam que suas necessidades e interesses serão satisfeitos. Por isto estes são os pontos mais apropriados para se iniciar a organização das atividades de aprendizagem do adulto.
2. A orientação aprendizagem do adulto está centrada na vida; por isto as unidades apropriadas para se organizar seu programa de aprendizagem são as situações de vida e não disciplinas.
3. A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender; por isto, o centro da metodologia da educação do adulto é a análise das experiências.
4. Adultos têm uma profunda necessidade de serem autodirigidos; por isto, o papel do professor é engajar-se no processo de mútua investigação com os alunos e não apenas transmitir-lhes seu conhecimento e depois avaliá-los.
5. As diferenças individuais entre pessoas cresce com a idade; por isto, a educação de adultos deve considerar as diferenças de estilo, tempo, lugar e ritmo de aprendizagem.”
Retirado de:
http://209.85.215.104/search?q=cache:_ahuw9A63I0J:www.serprofe
ssoruniversitario.pro.br/imprimir.php%3Fmodulo%3D1%26texto%3D13+aprendizagem+
adulto&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br
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Refletindo melhor...
dando um giro na
Psicologia
da vida adulta
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18 a 30 anos
Intimidade x Isolamento
Tendo sua identidade formada, a pessoa está apta a tornar-se mais próxima e fundir-se com outras pessoas, tendo relacionamentos fixos (amizade, união sexual e afetiva ou pertencer a grupos) sendo fiel a eles, sem perder sua identidade.
Dificuldade: medo de perder o eu e competitividade
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Biológica
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Profissional
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Psicológica
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Nesta fase, vive-se o ápice do físico. Vencidas as crises de aceitação da adolescência, vive-se o auge da juventude, rigidez, força e beleza física.
Durante a adolescência passamos por dificuldades de aceitação e nessa fase iniciamos a descoberta da beleza de cada um e a exploração dos pontos físicos favoráveis (o cabelo, o olho, etc)
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Grande crença no seu potencial, imensa força de vontade, de vencer, aprender e prosperar. Momento de começos, inovações, criatividade, iniciativa e coragem.
Estou nesta fase e sinto-me sempre disposta a fazer e aprender qualquer coisa.
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Nesta etapa, os jovens iniciam relações de amizade e afetivas mais profundas. Período em que há grande possibilidade de casamento.
Na minha adolescência fui muito, muito namoradora. Ao completar 19 anos, conheci uma pessoa, iniciei um namoro que virou noivado e quase casório. De lá pra cá, sempre procurei relacionamentos fixos e percebo um grande número de pessoas que casam nessa faixa etária.
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30 a 60 anos
Generatividade x Estagnação
Nesta fase os adultos precisam se sentir necessários.
Agem com responsabilidade pela formação dos mais jovens e primam por passar seus valores.
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Biológica
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Profissional
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Psicológica
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Nesta fase, o corpo do homem e da mulher inicia o processo de degeneração, havendo maior necessidade de cuidar da alimentação e de manter atividades físicas.
Minha mãe tinha o corpo sempre em forma: era uma gata. De uma hora para outra começou a engordar e não conseguiu mais dar a volta por cima.
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Nesta etapa, alia-se a experiência e a maturidade, à progressiva diminuição do ritmo de atividades e aumento da dificuldade de aceitar inovações e mudanças.
Momento de extrema estabilidade, seguindo de insegurança e instabilidade profissional: aumento da possibilidade de substituição.
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Os adultos tem necessidade de passar seus valores aos mais jovens, para garantir a perpetuação da espécie e a manutenção das suas crenças.
Percebo nos meus pais a necessidade de provar que seus pensamentos e ações em relação à educação da minha filha são os válidos. Meu pai seguidamente fala “A Valentina só toma o meu suquinho.”
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60 anos em diante
Integridade do ego x desesperança
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Se tiver resolvido as crises anteriores e desenvolvido a noção de solidariedade, estará preparado para a fase final, encarando a morte. Nesta fase faz balanço da vida. Aceita as pessoas como são.
A falta de integração do ego leva ao sentimento de que o tempo é curto, leva ao desespero.
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| Biológica |
Profissional
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Psicológica
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As pessoas sentem saudade da juventude e comparam seus corpos aos dos jovens. Presenciam a perda da flexibilidade, rigidez. Aumento de doenças e diminuição da imunidade. Fraqueza.
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Momento de dificuldade financeira. Exclusão do mercado de trabalho, sensação de improdutividade e submissão ao baixo valor da aposentadoria.
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Reflexão e análise das vivências. Medo da morte. Sensação de término, de incapacidade e de mau uso do tempo.
Minha mãe desenhando sua linha de tempo para mim, retratou a infância, a adolescência e a velhice em desenhos. Perguntando-lhe onde estava ela mulher, me disse que viveu só para meu pai e filhos e até esqueceu de retratar essa fase porque não se via nela. Meus pais comentam que não devemos dizer ao que está ausente qualquer coisa que possa afetar o emocional porque estão frágeis e doentes. Sentem-se a beira da morte. Isso me entristece.
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Pensando ainda sobre Erikson
Passamos a vida por fases com conflitos que resolvemos de forma positiva o negativa. Erikson nos traz a dualidade de sentimentos e a formação da nossa personalidade a partir de nossa experiência com eles e superação destes conflitos.
Lendo o Fórum, achei interessante a fala da colega Janete, sobre o descuido dos pais com bebês ser uma das grandes causas formadoras de pessoas com problemas mentais. E adorei o desfecho sobre a adolescência, onde retoma a fala de Erikson de que o adolescente reúne tudo que aprendeu sobre si e passa a ter mais consciência das relações com os outros, dos valores e ações.
Falando da ação da mulher, frente ao homem, adoro o livro Complexo de Cinderela. Ele aborda o fato de sermos preparadas para sermos salvas pelo príncipe que chegará a cavalo e o fato de no casamento nos descuidarmos de nós mesmas e esperarmos que os maridos cuidem de nós como nossos pais. Existe também o Síndrome de Peter Pan que aborda as infantilidades dos homens/meninos. Também dá o que pensar.
Acho que somos educadas para sermos mais emotivas. Por que não ganhamos carros de corridas? Eu andava de carrinho de lomba e me recusava a usar vestido ou saia. Por que queriam nos pôr vestidos e assistimos Barbie enquanto os meninos subiam em árvores e assistiam heróis masculinos como Super Homem e Tarzan?
De Erikson a reflexão de gênero...mas isso também influi o processo de formação da personalidade e dá o que pensar.
Revisão de conceitos
Pensamento Operatório-Formal – Piaget
* Reflexão para além do real presente;
* Reflexão sobre hipóteses;
* Criação de planejamento;
* Elaboração de teorias, sistemas
* Análise do próprio pensamento.
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Como aluna, tenho sido provocada a refletir sobre as bases da minha prática pedagógica e os meus conhecimentos adquiridos como professora, reconstruindo minha atuação.
Apesar de gostar de transitar pelo mundo das idéias e ser fissurada por teorias e legislações e ainda, apesar de não encontrar-me mais no período operatório-concreto, gosto e aprendo muito vivenciando aprendizagens.
Dizem que o educador deve colocar-se no lugar do educando, tentando compreender suas dúvidas e lembro-me das palavras de um colega de que efetivamente não conseguimos fazer isso, a não ser que experimentemos a vivência do aluno. E isso aconteceu em um dos semestres quando na Interdisciplina de Alfabetização vimos ser fixado na sala um lindo alfabeto árabe, adaptado claro, e recebemos uma série de exercícios a serem desenvolvidos. Confesso que senti na carne a sensação de estar perdido, em pânico e desmotivado.
Lecionei as disciplinas de Inglês e Espanhol para Ensino Fundamental e Médio e aprendi a importância de vivenciar aqueles conhecimentos. Ao invés de entediar alunos desconcentrados e cansados após um dia de trabalho, com exercícios maçantes no caderno, trazia atividades práticas. Por exemplo, estudando verbo To Be e suas regras de conjugação, produzi placas com os pronomes, a conjugação, o não, e numa brincadeira com placas, num exercício corporal, em duplas, consegui com que toda a turma, que num diagnóstico demonstrou que os anos de To BE não ensinaram nada, tivesse 100% de compreensão do conteúdo, na bendita prova escrita.
Falando da educação de adultos, acredito que deve prevalecer o reconhecimento das suas vivências e deve-se procurar demonstrar a importância das aprendizagens e a significatividade delas na vida do aluno, além de resgatar nele o prazer de aprender, ensinar e compartilhar conhecimento.
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